Vasinhos nos Pés: Tratamento com Laser e Escleroterapia

Pé de homem com vasinhos

Aviso médico: Este conteúdo foi elaborado por médicos especialistas do IACV e tem caráter exclusivamente informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas, procure um especialista.
Última revisão pelo autor: 26 de agosto de 2026

Dr. Edson Hugo
Angiologista | Cirurgião Vascular
CRM-DF 16.046 – RQE 12.786 | RQE 14.855

Aspecto comum em muita gente, mas que a maioria não se preocupa, as varizes nos pés podem ser um indício de que algo não vai bem com sua saúde vascular.

Localizados tanto nos pés quanto na região dos tornozelos, têm evolução lenta e, por isso mesmo, não costumam chamar a atenção.

Mas será que é apenas uma questão estética ou pode ser sinal de algo mais sério?

Se você também tem vasinhos nos pés e quer entender mais sobre o assunto, confira as informações a seguir.

Vasinhos nos pés: o que são e por que eles surgem?

As varizes são ocasionadas pela doença venosa crônica, condição em que as válvulas das veias perdem capacidade de direcionar o sangue de volta ao coração. Com isso, o sangue fica acumulado em seu interior, sobrecarregando a circulação venosa e fazendo com que as veias se dilatem e fiquem tortuosas, levando aos problemas típicos das varizes: dor, inchaço, sensação de peso nas pernas, câimbras, queimação, entre outros.

Os vasinhos (telangiectasias) nos pés também podem ser uma forma de doença venosa crônica, considerada como uma fase inicial do problema quando apresenta mínimas telangiectasias ou até uma fase avançada, quando já há uma grande quantidade de vasinhos associado a varizes, o que é chamado de coroa flebectásica.

Caso haja algum comprometimento em alguma veia das pernas – inclusive da veia safena – o sangue tende a permanecer mais tempo acumulado na região e a aumentar a pressão sobre essas veias. Essa pressão é retransmitida a vasos menores (como os dos pés), gerando esse aspecto dos vasinhos.

Inclusive, é comum que, ao final do dia, a região desses vasinhos dos pés esteja mais escurecida devido a essa má circulação do sangue na área.

Veja também: Tratamento para varizes!

Pé com vasinhos

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Os principais fatores de risco para problemas vasculares são:

✅ Herança genética: algumas pessoas têm uma fragilidade maior das veias, o que faz com que elas se dilatem.

✅ Obesidade: nessa condição a pressão sobre os vasos aumenta, dificultando a circulação do sangue.

✅ Gravidez: durante a gestação, o aumento do útero comprime as veias que realizam o retorno do sangue ao coração, sobrecarregando as veias das pernas.

✅ Envelhecimento: as paredes das veias começam a se enfraquecer com o passar do tempo.

✅ Ficar muito tempo em pé ou sentado: ficar longos períodos em pé ou sentado também podem contribuir para o surgimento de varizes, sobretudo os vasinhos nos pés.

Além desses fatores, o sedentarismo, o tabagismo, o uso de anticoncepcionais ou terapias hormonais e o histórico pessoal ou familiar de trombose venosa também aumentam a predisposição ao surgimento de vasinhos nos pés. Por isso, identificar os fatores de risco presentes no seu caso é um passo importante para orientar tanto a prevenção quanto o tratamento mais adequado.

Veja também: Dor nas panturrilhas: possíveis causas e o que fazer?

Vasinhos nos pés podem ser perigosos?

É comum as pessoas olharem para os vasinhos nos pés apenas como problemas estéticos. Apesar de sabermos que questões estéticas são importantes e merecem cuidados, os riscos dos vasinhos nos pés vão além disso.

Como vimos acima, o problema da coroa flebectásica é a consequência de algum comprometimento em outras veias mais profundas das pernas e pode estar servindo de alerta para isso.

Uma das características dos problemas venosos é serem silenciosos e não darem muitos sinais até que estejam graves. Por isso a importância de termos atenção a qualquer mínimo sinal de alteração, como os vasinhos no pés e tornozelos.

Alguns sinais merecem atenção redobrada e indicam que a avaliação com um especialista não deve ser adiada: aumento rápido no número de vasinhos, escurecimento progressivo da pele ao redor deles, inchaço persistente, dor ou coceira na região, e o aparecimento de pequenos machucados ou feridas que demoram a cicatrizar próximos aos vasinhos.

Veja também: Telangiectasias: O que são, Causas, Sintomas e Tratamento

Como tratar?

Agora que você já sabe o que são os vasinhos nos pés, como os identificar e se eles representam algum risco, vamos falar sobre as formas de tratamento ideias para essa condição.

Lembre-se de que a busca por um médico especializado para iniciar o tratamento também é indicada para os vasinhos nos pés, que apesar de parecerem simples, não devem ser negligenciados.

Como os vasinhos acabam sendo vistos como algo sem importância ou meramente estético, não é raro algumas pessoas optarem por tratamentos caseiros, com uso de produtos – como cremes e loções – que teriam a função de eliminá-los.

Por isso, vale lembrar que não é possível tratar problemas vasculares só com remédio, sejam eles medicamentos tópicos ou orais. Esses medicamentos podem ser prescritos por um médico apenas para reduzir os incômodos provocados pela patologia, mas nunca para resolver o problema vascular, que precisam de outras abordagens.

Conheça os tratamentos que realmente funcionam para tratar vasinhos abaixo:

Escleroterapia

Procedimento minimamente invasivo, que consiste na injeção de uma substância esclerosante no interior da veia, fazendo com que suas paredes se fechem, e as varizes sequem.

Pode ser feita da maneira tradicional, com uso de substâncias esclerosantes, como glicose, ou com uso de espuma, utilizando uma mistura de ar e polidocanol, que são agitados até se transformar em espuma. Saiba mais sobre a escleroterapia clicando aqui.

Geralmente é indicada para vasinhos de calibre um pouco maior e para a coroa flebectásica, sendo necessárias, em média, entre 2 e 4 sessões, com intervalo de algumas semanas entre elas, a depender da extensão e do número de vasinhos tratados. Os resultados costumam aparecer de forma progressiva ao longo das semanas seguintes a cada aplicação.

Laser transdérmico

Procedimento nada invasivo, é feito por meio da aplicação de um laser especial sobre a região dos vasinhos, o que gera calor e elimina o problema.

Método sem cortes ou pontos, pode ser feito em clínica, sem necessidade de anestesia. Além de evitar sangramentos, não deixar cicatrizes e permitir a retomada rápida das atividades.

Você pode conhecer em detalhes os melhores tratamentos para os vasinhos nos pés, clicando aqui.

O laser transdérmico costuma ser indicado para vasinhos mais finos e superficiais, sendo comum a associação com a escleroterapia no mesmo plano de tratamento, conforme a avaliação do especialista. Por não exigir cortes nem repouso prolongado, o paciente pode retornar às atividades do dia a dia logo após a sessão.

*[Espaço reservado para fotos antes/depois — imagens não disponíveis nesta tarefa; solicitar ao IACV antes de publicar]*

Segurança do procedimento

Tanto a escleroterapia quanto o laser transdérmico são considerados procedimentos seguros quando realizados por um médico especialista, em ambiente clínico adequado e após avaliação individual do paciente.

Antes de qualquer aplicação, é fundamental uma avaliação vascular completa, que pode incluir exame físico detalhado e, quando necessário, exames de imagem (como o eco Doppler venoso) para verificar se há comprometimento de veias mais profundas associado aos vasinhos. Essa etapa ajuda a definir a técnica mais indicada e reduz o risco de complicações.

Entre os cuidados que costumam ser recomendados após o procedimento estão o uso de meias de compressão pelo período orientado pelo médico, evitar exposição solar direta na região tratada e manter caminhadas leves para estimular a circulação, sempre seguindo as orientações específicas passadas pelo especialista responsável.

Reações leves e temporárias, como pequenas manchas, vermelhidão ou sensação de ardência no local, podem ocorrer e costumam desaparecer em poucos dias. Complicações mais sérias são raras quando o procedimento é feito por profissional qualificado e com equipamentos adequados — mais um motivo para não optar por tratamentos caseiros ou não regulamentados.

Gestantes, pessoas com histórico de trombose venosa profunda recente ou outras condições clínicas específicas podem ter restrições para determinados tratamentos, por isso a avaliação individual com um cirurgião vascular é sempre o primeiro passo antes de iniciar qualquer procedimento.

Perguntas frequentes

Vasinhos nos pés sempre indicam um problema vascular grave?

Não necessariamente. Muitas vezes os vasinhos representam uma fase inicial da doença venosa crônica, mas eles também podem sinalizar comprometimento de veias mais profundas. Por isso, a avaliação com um especialista é a forma mais segura de saber o que está causando o problema no seu caso.

Qual a diferença entre escleroterapia e laser transdérmico para vasinhos nos pés?

A escleroterapia utiliza a injeção de uma substância esclerosante diretamente na veia, sendo indicada principalmente para vasinhos de calibre um pouco maior. Já o laser transdérmico aplica calor sobre a pele, sem agulhas, e costuma ser indicado para vasinhos mais finos. Muitas vezes os dois métodos são combinados no mesmo plano de tratamento.

O tratamento de vasinhos nos pés dói?

O desconforto costuma ser leve. Na escleroterapia pode haver uma sensação de ardência ou picada no momento da injeção; no laser transdérmico, uma sensação de calor passageira. Nenhum dos dois exige anestesia geral ou cortes.

Quantas sessões são necessárias para eliminar os vasinhos nos pés?

Varia de pessoa para pessoa, conforme a quantidade e o calibre dos vasinhos. Em geral, a escleroterapia costuma exigir entre 2 e 4 sessões, e o laser transdérmico pode precisar de mais de uma aplicação para o resultado completo. O número exato só é definido após avaliação individual com o especialista.

Vasinhos nos pés podem voltar depois do tratamento?

O tratamento elimina os vasinhos já existentes, mas não impede totalmente o surgimento de novos, já que fatores como predisposição genética, tempo em pé e outros fatores de risco continuam presentes. Por isso, manter acompanhamento com o cirurgião vascular e cuidar dos fatores de risco ajuda a reduzir a recorrência.

Quando devo procurar um médico por causa de vasinhos nos pés?

Sempre que notar vasinhos nos pés é válido buscar uma avaliação, mesmo sem sintomas. A procura deve ser ainda mais imediata se houver dor, inchaço, escurecimento progressivo da pele, coceira ou feridas que demoram a cicatrizar na região, pois esses sinais podem indicar um comprometimento mais avançado.

Os vasinhos nos pés podem causar, em um primeiro momento, mais incômodos estéticos, porém, não devem ser negligenciados. O tratamento adequado garantirá que eles não evoluam para outras formas mais graves de varizes, além de permitir a identificação de problemas vasculares em outras veias.

Se você está no Distrito Federal ou Entorno e quer ser avaliado(a) por profissionais experientes e atenciosos, que dispõem das mais modernas tecnologias para tratar as varizes, clique no link abaixo para agendar sua avaliação no Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular (IACV).


Última revisão pelo autor: 26 de agosto de 2026

Dr. Edson Hugo
Angiologista | Cirurgião Vascular
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