O angioma é uma lesão vascular benigna formada por um emaranhado de vasos sanguíneos dilatados que pode aparecer na pele ou em órgãos internos, gerando preocupação estética ou dúvidas sobre a sua origem.
Essas marcas vermelhas ou arroxeadas são extremamente comuns e, na maioria dos casos, inofensivas, mas muitas pessoas buscam esclarecimentos ao notar o seu surgimento repentino ou aumento ao longo dos anos.
Embora a maior parte dos angiomas não exija tratamento urgente, compreender os seus tipos, causas e opções terapêuticas ajuda a decidir quando uma avaliação especializada é recomendada. Neste artigo, você vai descobrir o que são esses tumores benignos, os principais tipos encontrados em adultos e crianças, os fatores que favorecem o surgimento e como tratá-los.
O que são os angiomas e por que eles aparecem na pele?

Os angiomas são tumores benignos compostos por proliferação de vasos sanguíneos. Eles surgem quando pequenos capilares ou veias se dilatam e formam aglomerados visíveis ou palpáveis na superfície da pele ou em tecidos mais profundos. Diferente de lesões malignas, os angiomas não invadem outros órgãos nem metastatizam.
A maioria surge de forma espontânea e permanece estável ao longo da vida. A sua natureza geralmente inofensiva tranquiliza quem descobre uma marca nova: na imensa maioria dos casos, o angioma não representa risco à saúde e pode ser simplesmente observado ou removido por razões estéticas, sem impacto na qualidade de vida.
Os tipos mais comuns encontrados em adultos e crianças
Os angiomas variam bastante na aparência e na idade de aparecimento. Cada tipo possui características visuais distintas que facilitam a identificação clínica. Apesar de parecer inofensivo, é de extrema importância a consulta com um especialista para a sua identificação.
Angioma rubi
Também chamado de angioma cereja ou angioma senilis, é o tipo mais frequente em adultos. Apresenta-se como pequenas elevações brilhantes, vermelhas ou roxas, de 1 a 5 mm, geralmente no tronco e braços. Aumenta significativamente com a idade.
Angioma estelar
Conhecido como spider angioma ou nevus araneus, possui um ponto central vermelho com ramificações finas que lembram pernas de aranha. Surge com mais frequência no rosto, colo e braços, especialmente em mulheres grávidas ou pessoas com alterações hormonais.
Hemangiomas
São os mais comuns na infância (hemangiomas infantis). Aparecem como manchas vermelhas planas ou elevadas (“morango”) que crescem nos primeiros meses de vida e depois involuem espontaneamente. Existem também hemangiomas cavernosos, maiores e mais profundos.
Assim como pode ser notado, cada um dos angiomas possui as suas características físicas próprias, o que ajuda, de maneira significativa, na identificação por parte do especialista, auxiliando-o na orientação do paciente para o tratamento.
Principais causas: genética, idade e fatores hormonais

O surgimento do angioma está ligado a uma combinação de fatores que favorecem a proliferação vascular. Não existe uma única causa, mas diversos elementos atuam juntos.
- Envelhecimento natural da pele: A prevalência de angiomas rubi aumenta progressivamente com a idade; estudo populacional demonstrou que homens de 57 anos apresentam em média 16 lesões, enquanto mulheres têm cerca de 12.
- Gravidez e alterações hormonais: O estrogênio promove dilatação vascular, explicando o aparecimento ou aumento de angiomas estelares durante a gestação.
- Exposição solar crônica: Os raios UV danificam a parede dos vasos, facilitando o surgimento de lesões no rosto e colo.
- Predisposição hereditária e genética: Mutação somática em genes como GNAQ e GNA11 já foi identificada em angiomas rubi, reforçando o componente familiar.
O surgimento de novos angiomas rubi está claramente ligado ao passar dos anos, tornando-se mais frequente após os 30-40 anos de idade.
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Quando um angioma deixa de ser apenas uma questão estética?
A grande maioria dos angiomas é inofensiva, mas alguns sinais indicam que a lesão merece avaliação imediata. Qualquer mudança repentina deve ser investigada para excluir outras condições vasculares ou, raramente, malignas.
Sangramentos frequentes ao roçar a roupa ou ao pentear os cabelos, crescimento rápido em poucas semanas, alteração de cor para preto ou azul-escuro e dor ou prurido persistente são alertas importantes. Nesses casos, o angioma pode ter sofrido trauma ou trombose interna.
Qualquer lesão que mude de aspecto deve ser avaliada por um especialista vascular ou dermatologista para garantir tranquilidade e descartar complicações, especialmente porque a pele é uma área extremamente sensível e deve ser avaliada com cautela.
Angiomas internos: quando os vasos se dilatam em órgãos
Nem todos os angiomas são visíveis na pele. Os angiomas internos, especialmente no fígado (hemangioma hepático), são bastante comuns e geralmente descobertos por acaso em exames de imagem realizados por outros motivos.
Essas lesões são formadas por um emaranhado de vasos sanguíneos dentro do órgão e, na quase totalidade dos casos, permanecem assintomáticas e benignas. De acordo com uma pesquisa, a maioria dos hemangiomas hepáticos não causa dor, sangramento ou disfunção hepática e não exige tratamento.
A importância da radiologia diagnóstica (ultrassom, tomografia ou ressonância) é fundamental para confirmar a natureza benigna e acompanhar o tamanho ao longo dos anos, trazendo segurança ao paciente.
Tratamentos a laser
O laser é considerado o padrão-ouro para remoção de angiomas cutâneos. O princípio é simples e preciso: o comprimento de onda específico (geralmente 532 nm, 585-595 nm ou 1064 nm) é absorvido pela hemoglobina dentro dos vasos dilatados, gerando calor controlado que coagula o sangue e destrói o angioma sem danificar a pele ao redor.
Sessões rápidas (10-20 minutos) e geralmente indolores com anestesia tópica são suficientes para lesões pequenas. Estudos sistemáticos confirmam altas taxas de clareamento com excelente resultado estético e baixa recidiva. A recuperação é mínima, com leve vermelhidão que desaparece em poucos dias.
Eletrocauterização e crioterapia: alternativas clínicas

Além do laser, outras técnicas clínicas oferecem bons resultados dependendo do tamanho e localização da lesão, especialmente após a evolução da tecnologia, que tem sido muito utilizada no tratamento.
Uso de calor (bisturi elétrico)
Utiliza um bisturi elétrico de alta frequência que gera calor localizado para destruir o vaso. É ideal para angiomas rubi pequenos e isolados. O procedimento é rápido, realizado em consultório e costuma exigir apenas uma sessão.
Uso do frio (nitrogênio líquido)
Aplica nitrogênio líquido em temperatura extremamente baixa para congelar e destruir o tecido vascular. É uma opção acessível para lesões superficiais e pequenas, com boa resposta estética. Pode causar leve crosta que cai em 7-10 dias.
A escolha do método depende do tamanho, localização e preferência do paciente, sempre orientada por um angiologista experiente para maximizar resultados e minimizar riscos.
Conclusão: harmonia e saúde para a sua pele
Tratar um angioma é um procedimento simples, seguro e altamente eficaz que devolve a harmonia à pele e eleva a autoestima. Seja por laser, eletrocauterização ou crioterapia, a remoção traz resultados estéticos naturais e duradouros quando realizada por especialista.
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