Varicocele: o que é e causas?

A varicocele representa uma das condições vasculares mais frequentes no homem e muitas vezes passa despercebida até que afete a fertilidade ou gere desconforto. Trata-se da dilatação das veias no escroto, semelhante às varizes das pernas, que impede o retorno adequado do sangue dos testículos. 

Esse problema pode surgir na puberdade e evoluir silenciosamente, impactando a saúde testicular e a qualidade de vida. Embora comum, a varicocele ainda gera dúvidas sobre suas causas, sintomas e tratamentos, principalmente por conta dos tabus dos homens de tratar sobre seus órgãos genitais.

Assim, para te ajudar a entender melhor varicocele: o que é e suas causas, neste artigo, vamos esclarecer o que é essa condição, como identificar os sinais, os diferentes graus de gravidade, sua relação com a infertilidade masculina e as opções diagnósticas e terapêuticas disponíveis. 

Continue a leitura para entender quando buscar ajuda especializada e como preservar a saúde vascular masculina de forma segura, rápida e eficaz.

Entendendo a saúde vascular masculina- varicocele: o que é?

A varicocele é a dilatação anormal das veias do plexo pampiniforme no escroto, popularmente conhecida como “varizes do testículo”. Essas veias são responsáveis por drenar o sangue pobre em oxigênio dos testículos de volta ao coração. Quando as válvulas internas falham, o sangue se acumula, dilatando o conjunto venoso.

A varicocele forma-se geralmente durante a puberdade e pode se desenvolver ao longo dos anos. Ela é extremamente comum: afeta cerca de 15% dos homens adultos saudáveis e chega a 35% dos homens com infertilidade primária. Apesar de ser uma alteração vascular, não é uma doença grave na maioria dos casos e muitos homens convivem com ela de forma assintomática.

Desmistificar a varicocele é importante: ela não é sinal de fraqueza ou problema incurável. Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível evitar complicações e preservar a fertilidade, a autoestima e o bem-estar.

As principais causas por trás da dilatação venosa

A varicocele surge principalmente por um refluxo sanguíneo causado por válvulas venosas defeituosas ou ausentes. Em vez de o sangue subir em direção ao coração, ele volta e se acumula nas veias do escroto, gerando dilatação progressiva.

A anatomia masculina explica a maior incidência no lado esquerdo: a veia testicular esquerda é mais longa e drena em ângulo reto na veia renal, criando maior pressão e dificuldade de fluxo. Essa diferença anatômica torna o problema mais provável à esquerda. 

Outros fatores, como aumento da pressão abdominal (esforços repetidos ou constipação crônica), podem agravar o refluxo, mas não existem fatores de risco comportamentais fortes. Essa compreensão fisiológica é fundamental: a varicocele não é causada por trauma ou infecção, mas por uma predisposição anatômica combinada com falha valvular.

Como identificar os sintomas da varicocele?

Muitos homens só descobrem a varicocele durante exame de rotina ou investigação de infertilidade. A percepção do paciente é sutil no início, mas alguns sinais merecem atenção.

  • Sensação de peso ou desconforto: Uma dor surda e incômoda que piora ao final do dia, após permanecer em pé ou durante atividade física, e melhora ao deitar.
  • Dor que piora com o esforço: Aumenta com exercícios ou esforço abdominal, como carregar peso ou praticar musculação.
  • Veias visíveis ou palpáveis: Em casos mais avançados, surge uma massa semelhante a um “saco de minhocas” acima do testículo, visível ou perceptível ao toque.
  • Testículo menor ou assimétrico: O testículo afetado pode apresentar crescimento reduzido ou tamanho diferente do outro.

A varicocele frequentemente não produz sintomas. Muitos casos são assintomáticos e descobertos apenas em avaliação para infertilidade ou dor testicular crônica. Por isso, a atenção aos sinais é essencial para não adiar o diagnóstico.

Os diferentes graus de evolução da doença

A classificação clínica da varicocele segue o sistema de Dubin e Amelar, que orienta o médico na escolha da conduta. O grau reflete o tamanho e a visibilidade das veias dilatadas.

Grau I (pequeno)

A dilatação é pequena e só é palpável durante a manobra de Valsalva (forçar como se evacuasse enquanto segura a respiração). Não é visível e geralmente não causa sintomas.

Grau II (moderado)

As veias são facilmente palpáveis em pé, sem necessidade da manobra de Valsalva, mas ainda não visíveis a olho nu. Pode gerar leve desconforto ao final do dia.

Grau III (grande/visível)

A varicocele é visível mesmo em repouso, formando o aspecto clássico de “saco de minhocas”. O testículo pode estar menor e o desconforto mais frequente.

O grau ajuda a definir a conduta médica: graus baixos e assintomáticos geralmente são observados, enquanto graus II e III associados à dor ou infertilidade indicam intervenção mais precoce.

A relação entre varicocele e infertilidade masculina

A varicocele é a causa tratável mais comum de infertilidade masculina. O acúmulo de sangue eleva a temperatura local do testículo (que precisa ficar cerca de 2-3°C abaixo da temperatura corporal para produzir espermatozoides de qualidade), gerando estresse oxidativo, hipóxia e acúmulo de toxinas.

A varicocele está presente em aproximadamente 40% dos homens com infertilidade primária e 80% dos casos de infertilidade secundária. Embora apenas 20% dos homens com varicocele tenham problemas de fertilidade, o reparo cirúrgico melhora significativamente os parâmetros seminais. 

O diagnóstico preciso: exame físico e ultrassom com Doppler

A jornada diagnóstica começa com o exame físico realizado pelo angiologista ou urologista. O médico avalia o escroto em pé e deitado, utilizando a manobra de Valsalva para tornar a dilatação mais evidente.

Quando necessário, o ultrassom com Doppler Vascular confirma o diagnóstico, mede o diâmetro das veias e detecta refluxo sanguíneo. Esse exame é indolor, rápido e essencial para diferenciar a varicocele de outras causas de massa escrotal. O recomendado é que o ultrassom seja feito para caracterizar o grau e excluir outras condições.

No IACV, equipamentos de alta resolução garantem precisão máxima, permitindo classificar o grau exato e planejar o tratamento mais adequado para cada paciente.

Opções de tratamento: da observação à microcirurgia

As abordagens terapêuticas variam conforme os sintomas, grau e desejo de fertilidade. Nem toda varicocele precisa de intervenção imediata. A observação é indicada para casos assintomáticos e sem impacto na fertilidade, com acompanhamento anual. 

Quando o tratamento é necessário, duas opções principais se destacam: a microcirurgia subinguinal (técnica de referência, com microscópio para preservar artérias e linfáticos, baixa taxa de recidiva) e a embolização percutânea (procedimento minimamente invasivo realizado por radiologista intervencionista, com colocação de coils ou agente esclerosante).

A indicação cirúrgica depende principalmente da presença de dor persistente ou do desejo de melhorar a fertilidade. A microcirurgia oferece excelentes resultados em parâmetros seminais e taxas de gravidez espontânea, enquanto a embolização apresenta recuperação ainda mais rápida e menor risco de complicações.

Conclusão: cuidado e discrição na saúde do homem

A varicocele o que é fica clara: uma condição vascular comum, muitas vezes silenciosa, mas que pode comprometer a fertilidade e o conforto quando não avaliada. Reconhecer os sintomas, entender os graus e buscar diagnóstico preciso são passos fundamentais para evitar complicações desnecessárias.

O Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular (IACV) em Brasília conta com especialistas experientes em saúde vascular masculina, oferecendo diagnóstico avançado com Doppler e as técnicas mais modernas de tratamento: sempre com discrição e cuidado integral. Não deixe que dúvidas ou constrangimento adiem sua avaliação.

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