Aviso médico: Este conteúdo foi elaborado por médicos especialistas do IACV e tem caráter exclusivamente informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas, procure um especialista.
Por que o risco de trombose é maior em viagens
Para facilitar a compreensão da trombose, é preciso entender primeiro o sistema de coagulação do nosso corpo. Sempre que há algum tipo de dano, corte ou lesão que provoque sangramento, nosso corpo ativa uma série de reações para estancar aquela perda de sangue, dando condições de que o vaso sanguíneo se recupere.O problema da trombose ocorre quando, por alguma falha nesse processo, ocorre coagulação do sangue no interior de uma veia sem a presença de um sangramento.Quando isso ocorre, forma-se um trombo (ou coágulo), que pode interromper a circulação do sangue. É isso o que chamamos de trombose venosa, que pode ocorrer em vasos superficiais (tromboflebite) ou em vasos mais profundos (trombose venosa profunda).Veja também: Doenças vasculares periféricas: tipos, causas, sintomas e tratamentos
Outros fatores que aumentam o risco de trombose
Como vimos, as viagens – especialmente as mais longas – são um fator de risco para a ocorrência de trombose. Apesar de que essa chance existe mesmo para quem não pertence a nenhum grupo de risco (casos mais raros), algumas situações elevam bastante as chances, como:1. Lesões na parede venosa
Como vimos no início, nosso organismo é programado para provocar a coagulação sempre que houver algum sangramento ou lesões da parede venosa. Situações que parecem banais, como infecções virais, podem levar a lesões da camada mais interna das veias, elevando o risco de trombose.2. Estase sanguínea
Assim como pode ocorrer no caso das longas viagens, a estase sanguínea – ou redução do fluxo sanguíneo – também pode acontecer em outras situações, como pacientes muito tempo acamados, durante o período de recuperação após cirurgias e pessoas com dificuldade de locomoção, como os cadeirantes.3. Hipercoagulabilidade
Algumas situações fazem com que os componentes do sangue, responsáveis pela coagulação, aumentem de quantidade ou acelerem sua atuação, fazendo com o que esse processo se torne mais intenso, aumentando o risco de formação de trombos.Isso pode ocorrer por questões genéticas (as chamadas trombofilias), por câncer, em fumantes, mulheres em uso de alguns tipos de anticoncepcionais, durante gravidez, desidratação, entre outros.Possíveis complicações das tromboses
Uma das mais temidas complicações da trombose é a embolia pulmonar, que ocorre quando um desses trombos surgidos nos vasos – geralmente das pernas – se solta e viaja pela corrente sanguínea até chegar aos pulmões. A depender do tamanho do coágulo e da área afetada, é grande o risco de óbito.Outra possível consequência da trombose são as chamadas síndromes pós-trombóticas ou pós-flebíticas, que podem demorar a aparecer – até alguns anos – e estão relacionadas às “cicatrizes” deixadas pela trombose venosa profunda nos vasos, quando o episódio não foi devidamente tratado ou quando ocorreram vários episódios numa mesma região.Nesses casos, os sintomas podem ser inchaço das pernas, escurecimento e endurecimento da pele, além da possibilidade de feridas.Trombose: tratamentos e prevenção
Na grande maioria dos casos, o tratamento para trombose não envolve cirurgia, mas sim medicamentos que controlem os sintomas, estabilizem os coágulos e reduzam o risco de se soltarem.Já no sentido de prevenir o risco de trombose em viagens, alguns cuidados são muito importantes:- Tome bastante líquido no dia a dia. Isso melhora a circulação e evita a desidratação.
- Faça caminhadas e exercite as panturrilhas durante o voo.
- Evite ingerir bebidas alcoólicas.
- Use meias elásticas de compressão antitrombo.
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