Aneurisma da aorta abdominal: sintomas, riscos e como tratar antes que complique

Aneurisma da aorta abdominal: sintomas, riscos e como tratar antes que complique

12/08/2025

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Dr. Daniel Augusto

O aneurisma da aorta abdominal é uma condição silenciosa que pode colocar a vida em risco se não for diagnosticada e tratada a tempo.

Muitas vezes, ele não apresenta sintomas claros até atingir um estágio avançado, quando as chances de complicações graves aumentam significativamente.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é o aneurisma da aorta abdominal e por que ele é perigoso
  • Quais são os sintomas e sinais de alerta
  • Como é feito o diagnóstico
  • Opções de tratamento para evitar complicações

Se você quer saber como identificar e tratar essa condição antes que ela cause danos irreversíveis, continue a leitura.

O que é o aneurisma da aorta abdominal?

O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação anormal e localizada na parede da aorta, que é a maior artéria do corpo humano e responsável por transportar o sangue do coração para o abdômen e membros inferiores.

Essa dilatação acontece porque a parede da artéria enfraquece e perde sua elasticidade natural, o que faz com que a área afetada se expanda além do tamanho normal. 

Com o tempo, esse aumento pode ficar tão grande que a parede da aorta se torna mais fina e vulnerável, elevando significativamente o risco de rompimento.

Quando o aneurisma se rompe, ocorre um sangramento interno grave, que pode levar a uma situação de emergência com risco elevado de morte. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para evitar complicações e garantir tratamento adequado.

O que é o aneurisma da aorta abdominal?

Sinais e sintomas: quando desconfiar?

O aneurisma da aorta abdominal muitas vezes evolui de forma silenciosa, mas existem sinais que podem indicar a presença do problema. Fique atento a:

  • Dor abdominal persistente que não melhora com repouso
  • Desconforto ou dor lombar contínua
  • Sensação de pulsação no abdômen
  • Sintomas súbitos e intensos — como dor abdominal forte, queda de pressão e desmaio — que podem indicar rompimento do aneurisma e exigem atendimento de urgência

Reconhecer esses sinais e buscar avaliação médica o quanto antes pode fazer toda a diferença para evitar complicações graves.

Principais fatores de risco

Algumas condições e características aumentam significativamente as chances de desenvolver um aneurisma da aorta abdominal. Entre elas:

Fatores biológicos:

  • Idade avançada, especialmente acima dos 65 anos
  • Sexo masculino
  • Histórico familiar da doença

Fatores de saúde:

  • Hipertensão arterial
  • Colesterol elevado

Hábitos de vida:

  • Tabagismo (principal fator de risco modificável)
  • Sedentarismo

Se você quer entender mais sobre como problemas circulatórios podem estar ligados a outras condições, leia também: Existe relação entre varizes e prisão de ventre?

Como é feito o diagnóstico e o acompanhamento

O diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal geralmente é feito por meio de exames de imagem que permitem visualizar e medir a dilatação da artéria.

Os exames mais utilizados são:

  • Ultrassonografia abdominal: método simples, rápido e sem radiação, ideal para triagem e acompanhamento periódico.
  • Tomografia computadorizada: fornece imagens detalhadas, essenciais para planejar tratamentos cirúrgicos.
  • Ressonância magnética: alternativa indicada em casos específicos, também com alta precisão.

Após o diagnóstico, o acompanhamento médico é fundamental para avaliar o crescimento do aneurisma e decidir o momento certo para a intervenção.

Tratamento: quando operar e quais os métodos disponíveis

O tratamento depende do tamanho do aneurisma, da velocidade de crescimento e da presença de sintomas. Em casos menores e assintomáticos, o médico pode optar apenas pelo monitoramento periódico.

Quando a cirurgia é necessária, existem dois métodos principais:

  • Cirurgia convencional: consiste na substituição do trecho dilatado da aorta por um enxerto sintético. Indicada para aneurismas maiores ou quando a anatomia não favorece técnicas menos invasivas.
  • Cirurgia endovascular: utiliza um stent-graft (prótese) inserido por cateter para reforçar a parede da aorta. Geralmente indicada para pacientes com alto risco cirúrgico ou anatomia favorável.

O diagnóstico precoce e a escolha do tratamento adequado aumentam muito as chances de sucesso.
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