21 de novembro de 2024
Autor: Dr Jaison Luiz Argenta
O aneurisma é uma condição médica séria que se caracteriza pela dilatação anormal de uma artéria.
Embora muitas pessoas possam conviver com o problema sem apresentar sintomas, o rompimento pode levar a complicações graves e, em alguns casos, até à morte. Por isso, a detecção precoce é fundamental para evitar danos mais severos.
Os aneurismas podem aparecer em diferentes regiões do corpo, sendo os mais comuns os aneurismas cerebrais e abdominais. Neste artigo, vamos explorar as causas, os fatores de risco, os sintomas e as principais opções de tratamento para aneurismas.
Aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria, causada pelo enfraquecimento da parede arterial. Com o tempo, a pressão do sangue sobre essa área enfraquecida pode provocar um alargamento da artéria, aumentando o risco de ruptura.
Essa ruptura pode levar a graves complicações de saúde, como hemorragias internas. Existem diferentes tipos de aneurismas, os quais dependem da região do corpo no qual se formam.
O aneurisma de aorta, por exemplo, ocorre na maior artéria do corpo e pode afetar tanto a parte torácica quanto a abdominal. O cerebral é outro tipo comum e ocorre nas artérias que irrigam o cérebro, podendo causar um AVC hemorrágico, se romper.
Há também o aneurisma abdominal, que afeta a parte inferior da aorta abdominal, e o crescimento progressivo sem tratamento pode levar à ruptura, colocando a vida em risco.
Não ignore os sinais que seu corpo dá. Dores de cabeça constantes podem ser indicativos de condições graves, como aneurisma.
Ao perceber qualquer sintoma persistente ou incomum, é importante procurar um médico para realizar uma avaliação completa e garantir um diagnóstico precoce.
Segundo o Ministério da Saúde, os fatores de risco para o aneurisma podem ser divididos em dois grupos: fatores não modificáveis e fatores modificáveis.
Os não modificáveis incluem sexo masculino, história familiar e idade. Já os fatores modificáveis envolvem fumo, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, raça branca e doença aterosclerótica pré-existente.
A pressão alta (hipertensão) é um dos fatores mais comuns, já que força as paredes das artérias, aumentando a probabilidade de dilatação.
O colesterol elevado também desempenha um papel importante, porque pode levar à formação de placas de gordura nas artérias (aterosclerose), enfraquecendo suas paredes.
Tabagismo é outro fator de risco significativo. Fumar prejudica a saúde dos vasos sanguíneos, diminuindo sua elasticidade e aumentando as chances de aneurismas.
Manter o controle desses fatores, por meio de mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, reduz o risco de aneurismas.
A principal diferença entre aneurisma cerebral e Acidente Vascular Cerebral (AVC) está na origem e no tipo de problema vascular que cada um representa.
O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria em diferentes partes do corpo, como no cérebro. Se um aneurisma romper, pode provocar hemorragia interna, que no caso de um aneurisma cerebral, pode levar a um AVC hemorrágico.
O AVC, por sua vez, ocorre quando há uma interrupção no fluxo de sangue para o cérebro. Existem dois tipos principais de AVC:
Embora o aneurisma possa ser uma causa de AVC hemorrágico, o AVC pode ter outras causas, como obstruções ou malformações vasculares.
Os aneurismas podem ser silenciosos, principalmente quando pequenos, e muitas vezes não apresentam sintomas claros.
Quando começam a aumentar, podem comprimir estruturas próximas, e provocar diferentes sintomas, dependendo da área afetada.
Alguns dos sinais de alerta mais comuns do aneurisma cerebral, por exemplo, incluem dor de cabeça súbita, náuseas, vômitos e perda de consciência. A intensidade desses sintomas está relacionada ao tamanho e à extensão do sangramento, caso ele ocorra.
A complicação mais grave é a ruptura do aneurisma, que pode levar a uma hemorragia interna significativa. No caso de aneurismas cerebrais, esse sangramento pode ser fatal, exigindo atendimento médico imediato.
A detecção e o monitoramento de aneurismas dependem da sua localização, e os exames de imagem são ferramentas essenciais nesse processo. Para aneurismas abdominais, a ultrassonografia é amplamente utilizada para identificar a dilatação da artéria aorta e acompanhar sua evolução.
No caso de aneurismas cerebrais, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética oferecem imagens detalhadas do cérebro, permitindo que os médicos avaliem o risco de rompimento e a necessidade de intervenção.
>> Leia também: Exame de ecodoppler vascular: para que serve?
O tratamento de um aneurisma varia de acordo com seu tamanho, localização e risco de ruptura.
A abordagem pode ir desde o monitoramento regular, especialmente para aneurismas pequenos que não apresentam sintomas, até procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
Para aneurismas que estão em áreas de risco ou com tamanho crescente, as opções incluem o uso de stents, que ajudam a fortalecer a parede arterial, ou a cirurgia de reparo aberto, na qual o aneurisma é removido e a artéria é reconstruída.
A escolha do tratamento depende da condição do paciente e do local onde o aneurisma está localizado, sendo importante seguir as orientações médicas e realizar os exames de imagem regularmente para acompanhar o desenvolvimento do aneurisma.
Em casos de aneurisma, o acompanhamento com um angiologista ou um cirurgião vascular se torna necessário para garantir o diagnóstico e tratamento adequados.
O angiologista identifica problemas na circulação sanguínea, como aneurismas, e orienta sobre o tratamento clínico e preventivo. Quando o aneurisma exige uma intervenção, o cirurgião vascular pode realizar procedimentos.
Esses especialistas avaliam o risco de complicações, considerando fatores como o tamanho e a localização do aneurisma. Eles decidem a melhor abordagem para o tratamento e monitoram o paciente de perto, garantindo uma recuperação segura e a prevenção de novos problemas vasculares.
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